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domingo, 14 de dezembro de 2008

Sin Tetas No Hay Paraíso

Se na Colômbia, assim como no Brasil, garotos pobres que querem “vencer na vida” precisam entrar para o no mínimo ingrato mundo do crime, o que acontece com as garotas pobres? Tornam-se amantes dos criminosos! E foi ao escutar as histórias de duas dessas jovens da cidade de Pereira, Colômbia, que o jornalista Gustavo Bolívar escreveu o livro-reportagem Sin tetas no hay paraíso, transformado em minissérie televisiva pelo Canal Caracol em 2006.
Transmitida entre os meses de setembro e outubro, Sin tetas no hay paraíso foi enorme sucesso não só em seu país de origem, mas em outros vários países latinos e também europeus como Espanha e Rússia, além de ganhar diferentes versões em alguns lugares.
O título da minissérie é provocativo, entretanto, explica bem o sentido da trama; as moças envolvidas no submundo do narcotráfico colombiano fazem de tudo pra ficarem com corpos desejáveis pelos traquetos, inclusive se submeterem a procedimentos arriscados como implantes clandestinos de silicone.
O enredo desenvolve-se a partir da história de Catalina (María Adelaida Puerta), uma jovem ambiciosa e bonita que quer se tornar uma das cocotas para subir na vida. O problema é que Cata tem seios pequenos diante do padrão vigente no círculo social dos chefes do tráfico e acaba cedendo sua virgindade a um médico para que ele lhe ponha o silicone. Assim, ela consegue chamar atenção, se casa com um grande narcotraficante e passa a viver dos luxos que o mercado negro das drogas oferece.

Abertura e síntese de Sin tetas no hay paraíso


Atenção para a influência das "amizades", aquela velha história...

Todavia, após conquistar tudo que queria, Cata percebe que de nada lhe vale o que conquistou. Mas aí já é tarde...
Sin tetas no hay paraíso retrata com fidelidade a realidade colombiana, colocando em discussão a prostituição, o narcotráfico, o exagerado culto ao corpo e a problemática social – tudo ao mesmo tempo! Se os mexicanos são bons em dramalhões, os colombianos são incríveis quando se trata de tramas complexas mas bem construídas, e com grande importância social.
É interessante como a temática da minissérie pode ser adaptada à realidade brasileira, tanto é que a Record comprou os direitos em setembro deste ano e promete ambientá-la nas favelas do Rio de Janeiro. Apesar disto, como sempre acontece nessas versões, já estou esperando pelo estrago. Recomendo o youtube!