Alguns meses atrás escrevi aqui sobre minha irritação com versões de músicas latinas que se reproduzem no Brasil mais rápido que coelho. E teve algo que surgiu quando eu pesquisava para o post sobre Timbiriche que não poderia passar batido, como se diz.
No referido post, a Tatiana - do A Mesma Chuva - comentou que tem muita "música pop brasileira dos anos 90 traduzida do Timbiriche". Pois bem, antes mesmo disso, nos anos 80, o ctrlC+ctrlV com os sucessos dos timbis já rolava solto. Grupos como Balão Mágico - vide Amigos do peito -, Dominó e Polegar bombaram - nos dois sentidos - versões dos mexicanos.
Dominó - Com todos menos comigo
Tradução quase literal sempre.
O Polegar, então, foi quase uma franquia do Timbiriche em terras canarinhas; pode-se listar oito ou nove temas "inspirados" nas músicas dos timbis. Entre todas, porém, a mais conhecida é Dá pra mim, versão de Amame hasta con los dientes - clássico.
Polegar - Dá pra mim
Não vou nem comentar do infame sentido diverso do refrão; tirem conclusões próprias.
Independentemente dos arranjos estarem melhor em uma ou outra canção, as traduções são sofríveis; Além de Dá pra mim, Fogo de amor - Corro, vuelo, me acelero - tem uma letra dúbia terrível: "vamos fazer um troca-troca de amor, me dá você que pra você eu lhe dou".
Se você quer conhecer as outras versões, uma boa alma postou nos youtube quatro vídeos comparando as músicas do Polegar com as originais: Vídeo 1 - Vídeo 2 - Vídeo 3 - Vídeo 4.
Confere lá!
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terça-feira, 28 de abril de 2009
(a)versões II
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
(a)versões
Quem acompanha este blog já deve ter reparado meu desgosto com as versões que brasileiros fazem de músicas latinas. Eu já havia pensado em escrever sobre isso, mas pensei que talvez acabaria ficando venenoso demais... Acontece que artistas pops brasileiros tem o péssimo hábito de se valer dos hits latinos, quase sempre melando (pra evitar outro termo) a música. Só que há exatamente uma semana a amiga e colaboradora deste blog Ferfer me mostrou algo revoltante.
Entre o céu e a terra - KLB
Versão de Nada es para siempre, do Luis Fonsi
Como assim? Esses três ETs ACABARAM com a música. Não bastasse a falta de voz do Leandro, a letra ficou totalmente nada a ver! Comparem:
"Nadie sabe amor
Nadie sabe que podra pasar mañana
Quiero amarte hoy
Quiero abrir todas las puertas de mi alma"
Nada es para siempre
"Ninguém sabe,amor
Ninguém sabe se amanhã é paz ou guerra
Hoje eu quero amor
Quero abrir as portas entre o céu e a terra"
Entre o céu e a terra
Sinceramente, né...
Pois é, além de acabar com as próprias músicas, o caélebê tem a péssima mania de fazer versões. Pra quem não sabe, o grande sucesso de início de carreira dos moços, A dor desse amor, nada mais é do que A puro dolor do Son by Four.
A puro Dolor - Son by Four
Wanessinha Camargo não poderia ficar atrás de seu ex; já mostrei aqui a péssima versão de Abrazame. Independentemente de ela estar melhor como cantora ou não (okay, Jananda), a original do Camila é bem³ melhor, convenhamos. E a moçoila também fez Me engana que eu gosto, que na verdade é Mienteme da deeeva Olga Tañon. Nem comento.
Mienteme - Olga Tañon
Pior que isso só aqueles forrós bagaceira que insistem em destruir temazos alheios.
Criança perdida - Bruno e trio
Versão de Lábios Compartidos, do Maná. Um tiro no ouvido!
Também já falei por aqui de Prometida do Br’oz (“inspirada” em Fruta Fresca, de Carlos Vives) e de À sua maneira do Capital Inicial (um sacrilégio com De Música Ligeira, do lendário Soda Stero). E poderia passar a vida aqui lembrando de exemplos e mais exemplos. Isso me remete a um certo post, em um certo blog há algum tempo atrás e do comentário “não regravarás o irregravável”.
Mas... Devo admitir que nem sempre as versões são esses estragos homéricos. E para mostrar isso lembro que essa questão de regravar a música vecina é via de mão dupla – as canções brasileiras são muito copiadas por aí. Quem não conhece Lourinha do cabelo bombril, dos Paralamas do Sucesso? E quem diria que essa música reconhecida por ter uma letra tão à brasileira é na verdade Párate y Mira dos argentinos Los Pericos?!
E temos então o revide dos hermanos; o clássico O tempo não pára de Cazuza foi transformado em El tiempo no para, do Bersuit, uma das bandas que mais reflete a argentinidade segundo o povo de lá. Por incrível que pareça a letra teve poucas mudanças, ouçam:
El tiempo no para - Bersuit
"Y así nos hacemos argentinos!" *risos*
Não supera Cazuza, claro, mas até que não ficou mal...
E, para encerrar a longa sessão versões de hoje, a banda argentina de punk Attaque 77:
Perfección - Attaque 77
Fui só eu que achei melhor que a original?
Entre o céu e a terra - KLB
Versão de Nada es para siempre, do Luis Fonsi
Como assim? Esses três ETs ACABARAM com a música. Não bastasse a falta de voz do Leandro, a letra ficou totalmente nada a ver! Comparem:
"Nadie sabe amor
Nadie sabe que podra pasar mañana
Quiero amarte hoy
Quiero abrir todas las puertas de mi alma"
Nada es para siempre
"Ninguém sabe,amor
Ninguém sabe se amanhã é paz ou guerra
Hoje eu quero amor
Quero abrir as portas entre o céu e a terra"
Entre o céu e a terra
Sinceramente, né...
Pois é, além de acabar com as próprias músicas, o caélebê tem a péssima mania de fazer versões. Pra quem não sabe, o grande sucesso de início de carreira dos moços, A dor desse amor, nada mais é do que A puro dolor do Son by Four.
A puro Dolor - Son by Four
Wanessinha Camargo não poderia ficar atrás de seu ex; já mostrei aqui a péssima versão de Abrazame. Independentemente de ela estar melhor como cantora ou não (okay, Jananda), a original do Camila é bem³ melhor, convenhamos. E a moçoila também fez Me engana que eu gosto, que na verdade é Mienteme da deeeva Olga Tañon. Nem comento.
Mienteme - Olga Tañon
Pior que isso só aqueles forrós bagaceira que insistem em destruir temazos alheios.
Criança perdida - Bruno e trio
Versão de Lábios Compartidos, do Maná. Um tiro no ouvido!
Também já falei por aqui de Prometida do Br’oz (“inspirada” em Fruta Fresca, de Carlos Vives) e de À sua maneira do Capital Inicial (um sacrilégio com De Música Ligeira, do lendário Soda Stero). E poderia passar a vida aqui lembrando de exemplos e mais exemplos. Isso me remete a um certo post, em um certo blog há algum tempo atrás e do comentário “não regravarás o irregravável”.
Mas... Devo admitir que nem sempre as versões são esses estragos homéricos. E para mostrar isso lembro que essa questão de regravar a música vecina é via de mão dupla – as canções brasileiras são muito copiadas por aí. Quem não conhece Lourinha do cabelo bombril, dos Paralamas do Sucesso? E quem diria que essa música reconhecida por ter uma letra tão à brasileira é na verdade Párate y Mira dos argentinos Los Pericos?!
E temos então o revide dos hermanos; o clássico O tempo não pára de Cazuza foi transformado em El tiempo no para, do Bersuit, uma das bandas que mais reflete a argentinidade segundo o povo de lá. Por incrível que pareça a letra teve poucas mudanças, ouçam:
El tiempo no para - Bersuit
"Y así nos hacemos argentinos!" *risos*
Não supera Cazuza, claro, mas até que não ficou mal...
E, para encerrar a longa sessão versões de hoje, a banda argentina de punk Attaque 77:
Perfección - Attaque 77
Fui só eu que achei melhor que a original?
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